Com o registro de 240 casos novos no primeiro trimestre do ano relacionados à violência intrafamiliar, abuso e exploração sexual, abandono e tráfico a Prefeitura de Manaus instituiu a Marcha de Combate à Exploração e ao Sexual da Criança e do Adolescente e vai realizar, no próximo dia 14 de maio, uma caminhada no bairro Jorge Teixeira, na Zona Leste de Manaus.
A Marcha foi criada pela Lei 1.649, em 16 de março deste ano e integra as atividades regulares do dia 18 de Maio, quando em todo o País acontece o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes. Foi em 18 de maio de 1973 que a menina Aracelli Cabrera Crespo, de apenas 9 anos, foi sequestrada, violentada e drogada, em Vitória, no Espírito Santo.
A caminhada, que terá como lema “Reafirmando o compromisso com o enfrentamento da violência sexual contra a criança e o adolescente” é a primeira a ser realizada no município e terá a parceria das secretarias municipal de Educação (Semed) e do Estado da Educação e Qualidade de Ensino (Seduc).
Os participantes sairão às 8h da Bola do Produtor, situada no bairro Jorge Teixeira, Zona Leste, em direção à Rua da Penetração, no bairro do Mutirão, na Zona Norte, retornando em seguida ao ponto de partida. Haverá exibição de faixas e cartazes, informa Mônica, lembrando o trabalho desenvolvido pelo município nessa área da assistência às crianças e adolescentes vítimas de violência. “O Centro de Referência da Assistência Social (CREAS) é o órgão de referência do Município para esse atendimento, onde temos assistentes sociais e psicólogas preparadas para receber os pequenos que sofreram algum tipo de violência ou abuso”, afirmou.
ESTATÍSTICA
Nos três primeiros meses do ano foram feitos 367 atendimentos individuais no CREAS relacionados aos usuários e familiares, dos quais 228 foram encaminhados pela rede socioassistencial. O órgão, segundo a coordenadora, psicóloga Ana Lúcia Carvalho, fez 78 visitas e 37 atendimentos em grupos. Desses, oito estavam relacionados à violência intrafamiliar, 68 ao abuso sexual, seis à exploração sexual, 17 a trabalho infanto-juvenil, cinco a tráfico, 13 a conflito familiar e quatro sobre dependência química.
Em relação ao ano de 2011, foram realizados 2.266 atendimentos a usuários entre crianças, adolescentes, mulheres, homens e idosos. No que tange às crianças (zero a 12 anos incompletos) o quantitativo revela que a maior incidência de casos foi o abuso sexual, vindo em seguida o conflito familiar e negligência. Foram atendidas 665 crianças (casos novos e atendimentos gerais).
Mônica Mendes destaca o compromisso da atual administração da Prefeitura de Manaus com a defesa e a assistência das crianças, adolescentes e famílias envolvidos nessas questões, com a manutenção de um atendimento qualificado às vítimas e familiares. “A importância do CREAS está em atender as vítimas visando à redução dos danos causados pela violência e abuso sexual”, finalizou.
Assessoria de Comunicação da Semasdh
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