No intuito de contribuir para melhoria do Bairro Jorge Teixeira começarei a fazer comentários sobre alguns projetos relevantes de infraestrutura e sociais que, no meu ponto de vista, contribuíram para melhorar o bairro.
SEGURANÇA
Certamente esse tema é corriqueiro nas propostas do candidatos ao governo do Estado e a Prefeito. Sempre focada no aparelhamento da Policia Militar e Civil. Propostas que nem sempre são cumpridas e somente dão foco a parte material.
O policiamento comunitário é um caminho viável de um novo conceito de polícia. O Policiamento Comunitário ou de Aproximação é um tipo de policiamento que utiliza estratégias de aproximação, envolvimento e comprometimento com as comunidades onde ocorre o serviço de preservação da ordem pública. Segundo Jorge Luiz Paz Bengochea, Coronel da RR da Brigada Militar/RS. Autor dos livros "Policiamento Comunitário: como conquistar a confiança da Comunidade" e "Uma Nova Ordem na Segurança" afirma que o policiamento comunitário é a transição de uma policia controle para uma polícia cidadã ( http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-88392004000100015&script=sci_arttext. ).
Lembro saudoso dos PPO instalados nos bairros. O acesso era rápido e fácil, normalmente bem localizado, conhecíamos os policiais que trabalhavam no local o policiamento comunitário era mais efetivo.
Segundo o comando da Policia, esse tipo de policiamento estava ultrapassado por sempre manter um policial no posto. Sei disso por que trabalhei na Policia e já participei de reuniões sobre segurança e sempre os líderes comunitários cobram o retorno dos PPOs.
Realmente a resposta não condiz com a realidade, pois nas CICOM também ficam policiais de plantão permanente.
Então, o retorno dos PPOs ligado as CICOM seria uma boa proposta; A colocação de câmeras nas principais vias do bairro; colocação de caixas de sugestões e denuncias em pontos estratégicos; sem falar no demais investimentos como: lazer, educação, iluminação etc.
Vale a pena postar aqui o comentário do blog policiamento comunitário:
A polícia que funciona - Zero Hora Editorial de 27/07/2010
Os resultados positivos exibidos em favelas do Rio de Janeiro contempladas pelo projeto de polícia pacificadora significam um alento para a população, que começa a conviver com uma sensação de menos insegurança, e para quem planeja estar na cidade na Copa de 2014 e nos Jogos Olímpicos de 2016. Reportagem publicada no último domingo em Zero Hora revela que nas regiões contempladas pelas primeiras nove Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), de um total de 40 previstas em quatro anos, já é mais raro encontrar bandidos armados tolhendo o direito de ir e vir dos moradores. Por isso, é preciso que os resultados sejam preservados e, assim, possam motivar também outros Estados a livrar a população do domínio do crime organizado.
Certamente, assim como em outros Estados, a corrupção persiste tanto na polícia civil como na militar do Rio de Janeiro, como evidenciaram casos recentes. Também é preciso levar em conta que criminosos desalojados de uma área pela polícia acabam forçosamente indo parar em outra, na qual os organismos de segurança estão ausentes. O aspecto positivo da experiência, porém, é o de demonstrar que é possível livrar a população do jugo dos criminosos, e em pouco tempo.
A mudança se deve tanto à presença ostensiva de policiais fardados nas ruas como a uma série de ações em favor dos cidadãos. Entre as alternativas postas em prática no Rio para dobrar o poder dos traficantes, estão as ligadas à infraestrutura, das quais o exemplo mais citado é um bondinho que transporta moradores até o topo do Morro Dona Marta. Onde antes esbarrava em traficantes armados, a comunidade encontra hoje posto de saúde, creche, biblioteca e cancha de futebol, entre outros serviços.
Iniciativas desse tipo, para a qual há recursos do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), precisam andar rápido em Estados às voltas com insegurança, como é o caso do Rio Grande do Sul. Ao mesmo tempo, o poder público deve ficar atento para evitar que, nas áreas retomadas pelo Estado, as forças policiais voltem a ser corrompidas pelo dinheiro do crime organizado.
COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - O Policiamento Comunitário é um tipo de policiamento que pode ser considerado "a arte de policiar". Policiais que permanecem num local determinado (responsabilidade territorial) onde interagem com o cidadão, se comprometem com seus anseios e se esforçam para mediar conflitos, orientar, prevenir e reprimir delitos exercem a "arte de policiar". É justamente a responsabilidade territorial definida para grupos de policiais que estabelece este compromisso. As blitz, as ações midiáticas, as incursões de enfrentamento e o patrulhamento motorizado impessoal, de inopino e amplitude demasiada distanciam o policial do cidadão e da prevenção de delitos, distanciam o cidadão do policial e facilitam os dleitos pela ausência policial e medo do cidadão.
Mas esta arte ao longo do tempo precisa de continuidade, de ciclo completo policial, de um rígido e confiável suporte legal, de um sistema integrado e multidisciplinar de segurança e um Poder Judiciário aproximado, ágil e comprometido com as questões de ordem pública. Sem este conjunto, o esforço se torna superficial, desmoralizado pelos criminosos e desacreditado pelo cidadão que anseia por segurança.

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